09/03/2012
15/02/2012
ENTREVISTA: EVANILDO BECHARA, EM DEFESA DA GRAMÁTICA
Oportuna e brilhante esta manifestação a favor da integridade do nosso vernáculo, com todas as implicações daí decorrentes. Resta saber se essa voz isolada conseguirá ecoar a indignação que, já há tempos, nos acomete diante de iniciativas assim tão funestas; verdadeiros atentados à redenção dos pobres e miseráveis. Contrariamente à máxima maquiavélica do "pão e circo", Jesus Cristo mencionou que para a redenção dos pobres, mais que pão, se devia dar-lhes o acesso ao conhecimento da verdade, pois só este caminho é capaz de libertar-nos da opressão.
"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João, 8, 32)
Para saber mais:
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=7288&cod_canal=46
http://www.bibliaonline.net/aconselhamentos/?acao=pesquisar&tipo1=cat&texto1=222&cab=&lang=pt-BR
Shalom Adonai!
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Um dos mais respeitados especialistas da língua portuguesa condena os colegas que se insurgem contra a norma culta e diz que disseminá-la é crucial para o país avançar.
O pernambucano Evanildo Bechara é um dos mais respeitados gramáticos da língua portuguesa. Doutor em letras e autor de duas dezenas de livros, entre os quais a consagrada Moderna Gramática Portuguesa, Bechara, de 83 anos, passou décadas lecionando português, linguística e filologia românica em universidades do Rio de Janeiro, da Alemanha e de Portugal. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele é, por profissão, um propagador do bom uso do português. A fala mansa de Bechara contrasta com o tom incisivo de suas críticas a certa corrente de professores entusiastas da tese de que é "preconceito linguístico" corrigir os alunos. Diz Bechara: "Alguns de meus colegas subvertem a lógica em nome de uma doutrina que só serve para tirar de crianças e jovens a chance de ascenderem socialmente".
A defesa que o livro Por uma Vida Melhor, distribuído a 500.000 estudantes ao custo de milhões de reais para o bolso dos brasileiros, faz do uso errado da língua deveria ter provocado uma revolta maior, não?
A defesa que foi feita desse livro decorre de um equívoco. Estão confundindo um problema de ordem pedagógica, que diz respeito às escolas, com uma velha discussão teórica da sociolinguística, que reconhece e valoriza o linguajar popular. Esse é um terreno pantanoso. Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver ideias de maior complexidade - tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la.
Alguns de seus colegas consideram a norma culta um instrumento de dominação das elites...
Isso não passa de ortodoxia política. Eles subvertem a lógica em nome de uma doutrina. É semelhante ao que uma corrente de comunistas russos apregoava quando Josef Stalin (1879-1953) chegou ao poder. Os comunistas queriam estabelecer algo como "a nova língua do partido", um absurdo que enterraria a norma culta. O próprio Stalin condenou essa aberração e manteve a norma erudita, o imenso manancial dos grandes escritores russos, como a língua oficial da União Soviética. Agora, um grupo de brasileiros tenta repetir essa mesma lógica equivocada, empenhando-se em desvalorizar o bom português.
Qual o papel da norma culta de uma língua?
Não resta dúvida de que ela é um componente determinante da ascensão social. Qualquer pessoa dotada de mínima inteligência sabe que precisa aprender a norma culta para almejar melhores oportunidades. Privar cidadãos disso é o mesmo que lhes negar a chance de progredir na vida. Para mim, o linguista italiano Raffaele Simone, ainda em atividade, foi quem situou esse debate de forma mais lúcida. Ele critica os populistas que, ao fazer apologia da expressão popular, contribuem para perpetuar a segregação de classes pela língua. Pois justamente é o ensino da norma culta, segundo Raffaele, que ajuda na libertação dos menos favorecidos. Suas palavras se encaixam perfeitamente no debate atual.
Quais as raízes do ranço ideológico brasileiro?
Vemos resquícios de um movimento que surgiu no meio acadêmico na década de 60, pregando a abolição da gramática nas escolas. Eram tempos de ditadura militar, período em que, por princípio, se contestava qualquer tipo de norma ou autoridade. Para se ter uma ideia, agitava-se nas universidades a bandeira "é proibido proibir". Isso ecoava nos colégios - um verdadeiro desastre. Foi nesse contexto que começaram a estudar no Brasil a sociolinguística. Em diferentes tempos e sociedades, os estudiosos sempre estiveram atentos aos diferentes usos da língua. A primeira gramática portuguesa, que data de 1536, já apontava tais variantes. Só que, repito, essas são teorias que nunca deveriam ter deixado as fronteiras da academia. O próprio Mattoso Câmara (1904-1970), a quem se atribui a introdução da linguística no país, já alertava para os perigos na confusão de papéis entre teóricos e professores.
Esse tipo de debate é levado a sério em algum outro país?
Nenhum país desenvolvido prega a desvalorização da norma culta na sala de aula ou inclui esse tipo de ideia nos livros didáticos. Esse desserviço aos alunos e à sociedade como um todo só encontra eco mesmo no Brasil.
Como o domínio disseminado da norma culta da língua pode contribuir para o avanço do país?
Antes de tudo, formando cidadãos mais capacitados para preencher vagas que demandem alta qualificação, algo crucial para a economia. Ao questionar a necessidade do estudo da gramática nas escolas do país, linguistas como Marcos Bagno e tantos outros estão nivelando por baixo o ensino do português. Acabam reduzindo com isso as chances de milhões de estudantes aprenderem a se expressar com correção e clareza, tanto na escrita quanto na fala. A história reforça a importância disso. Ela é farta em exemplos de como uma oratória eficaz, por exemplo, pode catapultar carreiras.
Essa capacidade tem atualmente mesmo valor que no passado?
O domínio da língua falada vem sendo um importante instrumento para protagonismo na vida pública desde Antiguidade. Os principais líderes políticos sempre dominaram a língua falada. No auge da democracia clássica grega, valorizava-se tanto a oralidade que as primeiras disciplinas que uma criança aprendia na escola eram lógica, gramática e retórica. Em Roma, os inimigos do estadista e filósofo Marco Túlio Cícero ( 106 a .C. A 43 a .C.) o mataram e sua língua teria sido cortada como vingança contra seu poder como orador. A norma culta bem falada persiste como um valor nas sociedades modernas. O excelente domínio do inglês revelado por Winston Churchíll (1874-1965) foi instrumental em sua brilhante carreira, lembrada por discursos que mesmerizavam as audiências.
Como se explica a eficácia do discurso cheio de erros de português do ex-presidente Lula?
Apesar das frequentes incorreções, Lula faz parte do grupo de políticos com grande poder de retórica. Os erros o aproximam do povo, uma vez que como ele, a maior parte dos brasileiros também passa ao largo da norma culta. Isso faz com que se identifiquem com seu discurso. Não significa que as pessoas devam ter Lula como um modelo. Para conquistar um bom lugar no mercado de trabalho, o pré-requisito principal é que elas não saiam por aí dizendo "Nós pega o peixe", versão ensinada no livro distribuído às escolas pelo Ministério da Educação. É preciso que se atente ainda para outro fato: além de divulgarem um discurso que funciona na prática como um obstáculo à evolução dos indivíduos, os teóricos brasileiros que pregam o que chamo de mesmice idiomática atrapalham o próprio progresso do idioma. O resultado é que o Brasil está ficando para trás nesse campo.
De que maneira?
Quanto mais a norma culta de uma língua é praticada, mais esse idioma e sua gramática evoluem. Para dar a dimensão de nosso atraso nessa área, a academia espanhola acaba de publicar uma gramática de 4.000 páginas. O volume mais extenso que temos no Brasil possui 1.000 páginas, um quarto do tamanho. Um país que se pretende globalizado não pode se dar o direito de empobrecer seu idioma. As línguas mais difundidas no mundo são justamente aquelas mais avançadas do ponto de vista gramatical. É o caso do francês e do inglês. As pessoas costumam dizer que a língua inglesa é simples demais, mas isso só vale para certos aspectos. Sua fonética e o emprego que exige das preposições são complicadíssimos. O vocabulário inglês é extremamente rico. Afinal de contas, estamos falando do produto de uma cultura humanística e científica notável.
Por que tantos brasileiros falam e escrevem tão mal?
O domínio do idioma é resultado da educação de qualidade. Isso nos falta de maneira clamorosa. O ensino do português nas escolas é deficiente. Uma das razões recai sobre o evidente despreparo dos professores. É espantoso, mas, muitas vezes, antes de lecionarem a língua, eles não aprenderam o suficiente sobre a gramática. Além disso, não detêm uma cultura geral muito ampla nem tampouco costumam ler os grandes autores, como faziam os antigos mestres. A verdade é que a maioria não tem vocação para o magistério. Só escolhe essa carreira porque, quando chega o momento de ingressar na universidade, ela é uma das menos concorridas no vestibular. A situação do mercado de trabalho também conspira contra a permanência dos melhores professores nas salas de aula. Por falta de incentivos, muitos abandonam o magistério para se empregar na iniciativa privada como revisores, tradutores e editores.
A adoção de palavras estrangeiras no Brasil é exagerada?
Sou a favor de combater os estrangeirismos que nada acrescentam à riqueza da nossa língua. Não faz sentido nenhum usarmos "delivery" no lugar de entrega ou "coffee-break" para nos referir a intervalo. Esse hábito é fruto de um esnobismo cultural. Mas também não endosso a tese de que, por definição, os vocábulos estrangeiros corrompam a pureza da nossa língua. Eles podem até enriquecê-la à medida que ajudam na expansão do vocabulário. O idioma que acolhe uma palavra de outra língua tende, inclusive, a lhe emprestar características próprias. Só para citar um caso, hoje não escrevemos mais "yacht", em inglês, mas, sim, iate.
Não há excesso de reformas ortográficas no Brasil?
É verdade que muitos países jamais passaram por reformas ortográficas. No Brasil, elas tiveram os mais diversos propósitos e, apesar de certa confusão que acarretaram no princípio, acho que acabaram trazendo benefícios para a língua. As primeiras mudanças ocorreram no início do século XX, impulsionadas por uma necessidade didática. O português era, então, erudito demais. Com as mudanças, a ideia era distanciá-lo do latim, tornando-o mais acessível ao homem comum. Já a última reforma, que passou a vigorar em 2009, envolve interesses políticos e comerciais. A língua portuguesa é a única que tem duas ortografias oficiais - a do Brasil e a de Portugal. Parece razoável unificá-las para simplificar a redação de documentos e contratos internacionais.
A internet está empobrecendo a língua culta?
Não vejo a coisa dessa maneira. Se uma criança for bem apresentada à norma culta na escola, vai saber utilizá-la quando necessário, fora do ambiente da rede. Na internet, de fato, pratica-se uma linguagem muito particular, repleta de abreviações e símbolos no lugar de palavras. Tal modo de expressão é só mais um dentre tantos outros que uma mesma pessoa é capaz de assimilar. O maior perigo da rede, a meu ver, é de natureza distinta. Preocupa-me que ela tome de crianças e jovens um tempo precioso em que eles poderiam estar debruçados sobre os livros - e aprimorando assim o bom português.
08/02/2012
A Autoestima de Seus Filhos
Stephen Kanitz
Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos.
Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados.
Hoje eles estão crescidos e um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta que demorei a responder.
Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos.
Intitula-se 'A Auto-estima do seu filho' de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.
A tese do livro é como agir para nunca reduzir a auto-estima do seu filho: elogiá-lo freqüentemente, ouvir sempre suas pequenas conquistas, festejar as suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar neste intento, em suma, mostrar a seus filhos seu verdadeiro valor.
Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho, ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isto ajude.
A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação que filhos já nascem com uma elevada auto-estima, e que são os pais que irão sistematicamente arruiná-la com frases como: 'Seu imbecil!', 'Será que você nunca aprende?', 'Você ficou surda?'.
Jean Jacques Rousseau errou quando disse que "o homem nasce bom, mas é a sociedade que o corrompe". São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago.
Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: 'Desça já, seu idiota, vai torcer o seu pescoço'.
Para Dorothy, a resposta politicamente correta seria: 'Desça já, mamãe tem medo que você possa se machucar'.
Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados.
Segundo, são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.
Quando Roberto e Ricardo começaram a aprender a pular, entre três e quatro anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salto a distância.
Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar.
Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse.
Que lição de cidadania: criança com boa auto-estima não é egoísta e se torna solidária.
Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que leva à corrupção, advêm de um pai ou uma mãe que nunca se preocuparam com a auto-estima de seus filhos.
Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão oportunidades para outros vencerem, como até crianças de três anos são capazes de fazer.
A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa auto-estima.
Alguns pais fazem questão até de vencer seus filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse a nossa auto-estima o suficiente.
A teoria é simples, mas a prática é complicada.
Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de 50 elogios bem dados.
'Meu marido queria que o segundo fosse um menino, mas veio uma menina'. Imaginem o efeito desta frase na auto-estima da filha.
Portanto, quanto mais cedo consolidar a auto-estima melhor.
Esta tese, porém, tem seus inconvenientes.
Agora que meus filhos são muito mais espertos, inteligentes e observadores do que eu, tenho que ouvir frases como: 'É isto aí, Pai', 'Faremos do seu jeito, pai', tentativas bem-intencionadas de restaurar a minha abalada auto-estima.
Stephen Kanitz é pai e também administrador de empresas
Publicado na Revista Veja, edição 1650.
Informações sobre o livro mencionado no artigo:
A autoestima do seu filho
BRIGGS, Dorothy Corkille
MARTINS FONTES
27/01/2012
Carta de Médica Inconformada
UMA MÉDICA DE CORAGEM E CONVICÇÃO !
Carta aberta da Dra. MARIA ISABEL LEPSCH ao Governador do Rio de Janeiro, Sr. SERGIO CABRAL.
"Sabe governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes.
Sou classe média, bem média, médica, pediatra, deprimida e indignada com as canalhices, que estão acontecendo.
Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o senhor não sabe nada da minha, também.
Fiz um vestibular bastante disputado e, com grande empenho, tive a oportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, hoje esquartejada pela omissão e politiquices do poder público estadual. Fiz treinamento no
Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de esmolas emergenciais, em troca de leitos da dengue.
Parece-me, que o senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro grau não foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco disputado, turma de meninos Zona Sul.
Aprendi Medicina em hospital de pobre, trabalhei muito sem remuneração, em troca de aprendizado. Ao final do curso, nova seleção, agora, para residência. Mais trabalho com pouco dinheiro e pacientes pobres, o povo.
Sempre fui doutrinada a fazer o máximo com o mínimo. Muitas noites sem dormir e lhe garanto que não foram em salinhas refrigeradas, costurando coligações e acordos, para o povo, de quem o senhor nem conhece o cheiro, ou choro, em momento de dor.
No início da década de noventa, fui aprovada num concurso, para ser médica da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. A melhor decisão da minha vida, da qual hoje, mais do que nunca, não me arrependo, foi abandonar este cargo.
Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro.
Dói assistir à morte, por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro filhos, ver outros filhos, de outras mães, não serem salvos, por falta de condições de trabalho. Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar cara-a-cara com o paciente, como representante de um sistema de saúde ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-medicina é doloroso, aviltante e uma enorme frustração.
Aprendi, em muitas daquelas noites insones, tudo o que sei fazer, e gosto muito do que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e com convicção. Não me arrependo. Prometi a mim mesma fazer o melhor de mim.
É um deboche numa cidade, como o Rio de Janeiro, num estado como o nosso, assistir a políticos, como o senhor, discursarem, com a cara mais lavada, que este é o momento de deixar de "lenga-lenga", para salvar vidas.
Que vidas, senhor governador?
Nas UPAS? tudo de fachada para engabelar o povão!!!!
Por amor ao povo, o senhor trabalharia pelo salário, que o senhor paga ao médico?
Os médicos não criaram os mosquitos. Os hospitais não estão com problema somente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem queira se sujeitar à triste realidade do médico da SES, para tentar resolver, emergencialmente, a
omissão de anos.
A mídia planta terrorismo no coração das mães que, desesperadas, correm, a qualquer sintoma inespecífico, para as urgências... Não há pediatra, neste momento, que não esteja sobrecarregado. Mesmo na medicina privada, há uma grande dificuldade, em administrar uma demanda absurda, de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones.
Todos em pânico.
E aí, vem o senhor com a história do "lenga-lenga".
Acorde, governador !
Hoje, o senhor é poder executivo. Esqueça um pouco das fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado, na televisão.
Faça a mudança. Execute.
"Lenga-lenga" é não mudar os hospitais e os salários.
Quem sabe, o senhor poderia trabalhar como voluntário, também. Chame a sua família.
Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o senhor bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar ao trabalho, para cuidar de um filho doente. Venha preparado, porque as pessoas estão armadas, com pouca tolerância, em pânico.
Quem sabe, entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o senhor tenta virar o jogo.
A responsabilidade é sua, Governador"
Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador ?
Dra. Maria Isabel Lepsch.
ICARAÍ, Rua Miguel de Frias 51 sala 303 Tel: 2704-4104/9986- 2514 - NITERÓI
Av. Amaral Peixoto 60 sala 316 Tel: 2613-2248/2704- 410 4/9982- 8995 - SÃO GONÇALO Rua Dr. Francisco Portela 2385 Parada 40 Tel: 2605-0193/3713-0879"
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Através da Divulgação, podemos tentar ajudar a diminuir a DESASSISTÊNCIA TOTAL DOS GOVERNANTES AOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO BRASIL!
'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons". Martin Luther King
24/01/2012
As seis características de um líder
Um líder pode ser definido em seis Ds. Seis Dimensões? Seis Desejos? Seis Dogmas? Nada disso. Apenas uma forma fácil de memorizarmos como atua um líder moderno. Já que a missão do novo líder é motivar, capacitar e inspirar, veja como os princípios abaixo - todos começando com a letra D pontuam suas atividades:
Descontração
A empresa precisa de colaboradores criativos, certo? Portanto rigidez e autoritarismo nem pensar. É importante a equipe estar solta, à vontade para criar, opinar, discordar. Uma piada, ou uma brincadeira feita na hora certa pode ajudar e muito. Seja gente, seja sincero, seja agradável. Uma decoração leve também ajuda. E bom humor é fundamental.
Direcionamento
Pode parecer um paradoxo, mas paralelamente à descontração, é preciso foco. Ao direcionar, o líder ajuda seus colaboradores a incorporar a missão da empresa, harmonizar objetivos e estabelecer prioridades.
Desafio
Por meio do desafio, trabalho deixa de significar sacrifício ou tortura (como já foi em sua origem etimológica) e passa a ser sinônimo de criatividade, realização, aprendizado e, sobretudo, prazer. Esta motivação é adquirida aos poucos, cada vez que uma pessoa se percebe mais capaz.
O psicólogo organizacional Mihaly Csikszentmihaly, em seu livro "A Psicologia da Felicidade" mostra como administrar desafios para obtermos bons resultados e prazer: quando uma pessoa está aprendendo uma nova tarefa, ela tem pouca aptidão e provavelmente alto grau de ansiedade. Com o tempo, ela aprende a realizar a tarefa, e sua ansiedade chega a um ponto ótimo de fluidez, prazer e resultados.
Mais tempo passa e nosso personagem já "tira de letra" a aptidão para a tarefa. Nesse momento, seu desafio será pequeno. Se a tarefa se tornar repetitiva, a conseqüência será o tédio. Antes que ele se instale, é hora do novo desafio!
Diferenciação
É ótimo reconhecer e valorizar as diferenças entre cada membro da equipe. Ajuda e motiva aproveitar as características individuais de cada um, tanto de personalidade como de experiência profissional. A pessoa se sente respeitada, passa a ousar mais, sem medo de ser diferente dos outros. Só com a aceitação das diferenças acontece a verdadeira inclusão.
Desapego
Uma equipe é mais produtiva quando seus membros estão realmente voltados para a melhor solução e conseguem se desapegar de idéias e paradigmas anteriores.
É preciso abandonar o ego, as certezas, a noção de uma única alternativa.
Às vezes é difícil, mas a conscientização do comportamento, a mudança de valores e principalmente o treino podem ajudar muito.
Juntado esses 5 Ds com uma boa dose de motivação e comprometimento, o líder consegue o que é mais importante em uma equipe: Determinação. E se ele mesmo a tiver, será um líder querido, eficaz e inspirador.
Fonte: KASSOY, Gisela. As seis características de um líder. Disponível em: . Acesso em: 01 fev. 2007.
Os líderes e os ambientes criativos
Ao longo dos anos, alguns tabus, crenças ou se quiserem paradigmas, estão caindo. Um deles é o da criatividade e das pessoas criativas.
Criatividade não é dom. Pode e deve ser trabalhada em qualquer situação – pode ser estimulada – pode ser apreendida.
As lideranças em muitas organizações estão produzindo cada vez mais maneiras de estimular e capacitar seus colaboradores na busca de soluções criativas e alternativas inovadoras. Não é regra ainda, mas caminhamos para uma visão muito melhor do que há alguns anos.
Multiplicaram-se os cursos e as consultorias que tratam somente de criatividade e inovação. Entretanto tenho verificado que muitos ainda não se deram conta da importância da construção dos ambientes criativos.
Pessoas criativas, processos criativos, não conseguem produzir inovações ou adaptações criativas se o ambiente não favorecer a criatividade. Isto mesmo é preciso ter um ambiente criativo.
Os ambientes criativos são fundamentais no processo de criatividade e não podem ser criados somente na hora que precisamos ter idéias novas.
Em outras palavras não da para mudar radicalmente um ambiente desagradável, tanto no aspecto material (instalações, cores, iluminação, etc) quanto no psicológico (relações interpessoais, comunicação, etc) de um momento para outro, como se fosse um passe de mágica.
A construção de um ambiente criativo é um processo contínuo. As lideranças podem dizer qual a hora da aplicação de um processo criativo, podem estimular a criatividade das pessoas numa dada tarefa ou num determinado processo, mas não podem mudar, criar e estruturar um ambiente de uma hora para outra. Talvez seja este um dos nós que dificulta a criatividade nas organizações.
Um ambiente criativo exige algumas premissas que não são comuns nas organizações de forma geral. Assim um ambiente criativo tem que ter:
- Cores nas paredes - estimulantes , fortes e vibrantes. Boa iluminação e ventilação. Aqui um cuidado deve ser tomado com relação às cores berrantes (vermelho, roxo, azul). O melhor é pesquisar com sua equipe de colaboradores quais são as cores alegres e quais as cores cansativas.
- Conforto. Muitos processos criativos demoram horas para serem concluídos.
- Poucos ou nenhum estímulo que desvie a atenção das pessoas. Locais sujos, com música ambiente inadequada – local de passagem de pessoas estranhas ao grupo, são prejudiciais ao processo criativo.
- Desafios. As pessoas precisam sentir-se desafiadas.
- Liberdade de poder se expressar sem críticas ou qualquer tipo de discriminação.
- Suporte às idéias. Nenhuma idéia, em princípio, pode ser descartada.
- Confiança. As pessoas têm que se sentirem confiantes e confiarem umas nas outras.
- Abertura para as idéias e dinamismo.
- Bom humor. Por acaso já viram criatividade com mau humor ?
- Tempo para idéias. Poder pensar cada um no seu tempo e velocidade.
- Conflitos de idéias e debates.
- Trabalho em equipe. É um ambiente onde as pessoas criativas trabalham unidas.
Como podemos observar muitas dessas premissas podem ser criadas ou construídas, principalmente aquelas que dizem respeito ao ambiente físico, entretanto outras não podem ser criadas como num passe de mágica.
Há ainda casos em que o trabalho no dia-a-dia exige concentração, calma e tranqüilidade, nesse caso é preciso montar ambientes físicos próprios para o exercício da criatividade. Mas não esqueça de cuidar dos outros aspectos do ambiente psicológico.
As lideranças precisam observar com mais cuidado o ambiente criativo.
Esse é o novo paradigma. É esse o desafio das lideranças e das equipes.
Vamos montar um ambiente criativo na sua organização?. Por onde você líder, desejaria começar?
Fonte: RIBEIRO, Armando Pastore Mendes. Os líderes e os ambientes criativos. [S.l.: s.n.].
13/01/2012
Sabedoria chinesa?
Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa - o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.
1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...
10. (Os europeus) vão direto a um muro e em alta velocidade...
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